Criança feliz!!!
A mulher leva o filho ao médico.
- Doutor, meu filho enfiou três moedas de um real no ouvido direito!
Rapidamente, o médico examina e extrai as moedas. Terminada a delicada operação, o médico comenta:
- Quase que seu filho fica surdo… Faz quanto tempo que ele enfiou essas moedas?
- Uns cinco dias, doutor!
- E você só soube hoje?
- Não. Eu o vi enfiando as moedas…
- Meu Deus! E por que o trouxe só agora?
- É porque só agora que eu estou precisando das moedas…
***
O menino chega chorando em casa. A mãe pergunta o porquê.
- Os meninos da escola me chamaram de cabeçudo… Eu não sou cabeçudo! Não sou!
- Claro que não, filhinho! Sua cabeça é igual a de todo mundo. Os teus colegas só fazem isso porque você pega corda. É só não se incomodar que eles não te enchem mais! Você, meu lindo, não é cabeçudo!
- Sou não, mãe?
- Não é. Não é. Agora, pára de chorar e vai ali na quitanda. E me traz uma palma de banana, um abacaxi, dois quilos de tomate, um cacho de uva e dois quilos de batata…
- Eu vou, mãe! Mas como eu vou trazer isso tudo?
- É só colocar dentro do seu bonezinho, querido!
***
Alabama, 1957. O menino era um pretinho muito observador. Um dia, perguntou para o pai:
- Pai, por que é que os brancos têm tanta raiva da gente?
- Meu filho, é porque eles não gostam de negros como nós. Tem ódio por nós. Eles são racistas!
A resposta não convenceu o menino. Ele fez a mesma pergunta para a mãe e obteve a mesma resposta.
Um dia, ao ver que o pai ia pintar uma cerca com tinta branca, decidiu fazer um teste. Ia se pintar de branco para ver se conseguia entender o porquê do racismo. Pegou o pincel e usou toda a tinta, pintando-se de alto a baixo.
Foi até a cozinha de casa, sujando todo o chão. Sua mãe, ao ver isso, ficou revoltada:
- Você está maluco, Isaiah? Está doido? – E pegou um cinturão e, com duras lapadas, pôs o menino pra chorar.
O pai ia chegando do trabalho, quando avistou o menino, todo sujo de tinta e aos berros.
- O que você fez com minha tinta, Isaiah? Ah, moleque… – tomou o cinturão da mulher e deu uma quatro lapadas. – Vai já tomar banho! E nada de mesada por um mês!
O menino, chorando, foi para o banheiro. Abriu o chuveiro e pensou:
- Puxa vida! Não faz nem dez minutos que fiquei branco e já estou com raiva de dois pretos…
***
Alabama, 1986. Dentro de um ônibus escolar, vários estudantes, com idades entre oito e onze anos, brigam. Os meninos brancos batem em e apanham dos meninos negros. Entra o diretor da escola:
- Parem agora com essa violência!
Silêncio no ônibus. Olhos roxos, lábios feridos. Todos olham o severo olhar do diretor.
- Alguém pode me explicar o porquê dessa briga?
Um menino negro toma a palavra:
- Diretor, esses branquelos querem que nós sentemos nos últimos bancos do ônibus. Mas o racismo já era, não é? No more apartheid!
O diretor vira o seu olhar para os meninos “wasps” do ônibus:
- Que vergonha! Nós somos o lar do bravo, a terra da liberdade. No more apartheid! No more racism! No more violence! Vocês estão errados. É tempo de unidade e perdão. Todos de mãos dadas em um mundo onde exista a paz, sem preconceitos de credo, raça, religião e opção sexual! Chega de discriminação! A partir de agora todos vocês são verdes. No more white men! No more black men! Todos vocês são… VERDES!
E o ônibus é tomado por uma onda de paz e perdão. Todos se abraçam e se perdoam, enquanto a bandeira tremula no alto da escola. E o diretor continua:
- Agora que todos são… VERDES, vamos organizar esse ônibus… Atenção! Os verdes-claros sentam nos bancos da frente e os verdes-escuros, nos bancos de trás!
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