O cavalo de Toshiro
Toshiro tinha um cavalo. E Toshiro amava o cavalo.
Um dia, o cavalo começou a ficar fraco, mirrado, quieto.
Toshiro temeu.
Foi a um veterinário e levou o cavalo.
O veterinário examinou o cavalo.
E o veterinário disse a Toshiro que o cavalo estava doente.
Toshiro tremeu: não queria perder o cavalo.
Era o cavalo como um parente de Toshiro.
O veterinário prescreveu um remédio: era um pó cor-de-rosa, que Toshiro deveria aplicar no ânus do eqüino.
- No cu, dotoro?
- Sim, Toshiro. No ânus do cavalo.
- Como, dotoro? Enfiando a mão?
- Não, Toshiro. Você coloca o pó na palma da mão, levanta a cauda do bicho e sopra o pó.
- Soprar o pó no cu do cavalo?
- Sim, Toshiro. No ânus do cavalo. Mas tenha cuidado. Use luvas. Esse pó agride a pele das pessoas. Pode inchar tudo!
Toshiro leva o cavalo e o frasco do pó cor-de-rosa.
No outro dia, o veterinário encontrou Toshiro, cujo rosto estava enorme de tão inchado.
- O que aconteceu, Toshiro? Você não fez como eu indiquei?
- Fiz, dotoro! Botei luva, botei o pó na palma da mão e levantei o rabo do cavalo, né? Só que, quando fui soprar, o cavalo soprou antes…
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